Imagina com Harry Styles - All too well.


Pedido feito por : Mia - One-shots-da-1d | Tumblr.


Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura. Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista. Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e acreditar outra vez. 
                                                               - Caio Fernando de Abreu.

Eu ainda acreditava no amor. No fundo eu esperava, mesmo que sem esperança alguma, que ele chegasse para todos. Ou pelo menos para mim. Eu criei, desde sempre, expectativas falsas sobre ele, e no meio das minhas expectativas eu cai no fundo mar da realidade, e descobri: amar é mais que um sentimento. É uma ação.
É uma ação imposta em tudo o que você faz. Se for fazer, faça por amor. Se for pra ficar, fique por amor. Se for amar, que seja de verdade.
E a ação de amar não é tão simples quanto parece. É se doar sem pedir nada em troca, é sorrir pela felicidade alheia, é cuidar, é ser, se entregar, pular e cair, se machucar e continuar tentando. Amor não é fácil.
Engraçado que eu não precisei amar pra descobrir isso tudo. Eu só precisei de solidão, um café bem forte, e um casamento arranjado. Disse, minha mãe, que hoje já não existe mais amor. Que deve-se aprender a amar. E que eu aprenderia a amar Connor em pouco tempo. Isso infelizmente não aconteceu.
Eu vivia presa em casa, olhando os serviçais ocupados em seu trabalho e recebendo ligações de minha mãe que me perguntava como estava minha vida de casa. Minha vontade era de responder “vida?”. Não é que Connor me prendia em casa, mas eu sentia falta da pseudoliberdade de antes. Gostaria de estudar, trabalhar e fazer coisas que pessoas normais faziam. Mas eu não era normal. Eu era a herdeira do Império bancário mais famoso de toda a Inglaterra.
Em meio ao meu devaneio, senti uma mão abraçando-me pela cintura. Revirei os olhos, sorrindo amarelo. Connor beijou-me no pescoço.
- Que bom te encontrar aqui. – Beijou-me novamente. – Com foi o seu dia?
- Como todos os outros dias, eu fiquei em casa dando ordens.
- Que bom que se divertiu. – Connor riu ironicamente, se afastando em seguida. – O meu foi muito trabalhoso, se quer saber. Mas você merece o melhor. – Ele sorriu galante, entregando-me uma caixa de veludo azul-marinho. 
Dentro da caixa havia um colar de ouro, com uma esmeralda esculpida em forma de coração. Olhei-o sabendo que ele nada mais queria que me agradar, ou me comprar, de qualquer forma, nenhuma das opções me conformavam.
- É muito bonito, obrigado.
- Você merece. – Ele beijou minha testa e saiu em direção ao banheiro.
Soltei o ar, sentindo um peso sair de cima de mim. Guardei o colar, assim como todas as outras joias que eu ganhava, em uma gaveta do armário.
Deite-me às pressas, sabendo da possibilidade de Connor insistir em mais uma noite de sexo, o que eu não estava disposta a oferecer.

Acordei no dia seguinte após a saída de Connor. Maria, nossa governanta estava na cozinha, apoiei-me no balcão, a observando anotar algo em um bloco.
- O que é isso?
- Ah, bom dia (S-N), essa é a lista de compras.
- Precisa de algo para o almoço?
- Quase tudo. – Ela sorriu. – Eu vou daqui algumas horas...
- Não, eu vou. – Respondi firme.
- Mas a senhora nunca faz compras! – Revirei meus olhos ao ouvir, não iria voltar atrás.
- Não se preocupe, eu preciso mesmo sair um pouco.
Sai apressada em direção ao centro da cidade, deixaria para passar no mercado por último. Eu não sabia exatamente onde estava indo, mas a sensação de falsa liberdade era extremamente agradável.
Sentei-me em uma praça, apertando meu casaco contra o corpo. Algumas crianças brincavam no local, sorri lembrando-me de que há muito dizia que seria mãe. Eu, no entanto, não queria um filho de Connor.
Parei então para pensar sobre como eu me imaginava quando adolescente. E não era assim que eu fantasiava estar vivendo. Talvez fosse essa a parte que mais doía: saber que o que eu levei uma vida planejando se desfez como fumaça, bem à frente dos meus olhos, e eu não pude evitar.
Levantei-me indo em direção à um carrinho de algodão doce que estava cercado por crianças. Enquanto andava, senti um peso sobre minhas costas, não literalmente, claro. Procurei ao meu redor algum olhar, talvez fosse algum fotografo do jornal local que adorava notícias das socialites deprimidas.
- Em que posso ajudar? – A voz do homem despertou-me.
- Ah sim... Eu quero um rosa, por favor. – Ele sorriu-me simpático, começando a fazer o algodão doce enquanto eu olhava a minha volta. Meus olhos pararam em um homem abaixado, fotografando as crianças que corriam em brincavam. Uma das garotinhas caiu, o homem correu para ela, fazendo-a sorrir e dando-lhe uma flor. Sorri com a cena, era adorável assistir a inocência que aquela criança tinha.
Um machucado, quando se ainda é criança é tão facilmente curado com um pouco de amor.
Voltei minha atenção para o homem que ainda fazia o meu doce, e conversava com crianças curiosas.
Paguei-o assim que pronto, andando na direção oposta, rumo à algumas árvores que tinha as folhas caídas, marcando o início do outono.
- Será que eu posso fotografar essa cena adorável? – Ouvi uma voz rouca atrás de mim, virei-me sorrindo amarelo.
- Eu não faço o tipo fotogênica.
- É por isso que você faz o tipo de pessoa que eu preciso.
- Precisa pra que?
- É um trabalho meu de fotografia. – Ele sorriu. – Posso?
Respirei fundo, achando um tanto quanto estranho. Olhei-o em suas claras íris verdes, mordi meu lábio devagar, reconhecendo-o de algum lugar, como uma lembrança apagada há muito tempo.
- E o que você quer que eu faça? – Rendi-me ao fotografo.
- Aja naturalmente.
- Eu não sei como fazer isso.  – Ele riu, deixando me desconfortável e encantada com o som que a voz dele produzia, chegava a ser engraçado.
- É só andar, comer o seu doce, e sorrir se você se sentir envergonhada.
Assenti, sorrindo envergonhada, tentando me acostumar com os cliques que ele dava, comecei a andar, observando-o me seguir. Ele dizia e fazia algumas coisas que me faziam rir, com pouco tempo eu já estava bem mais solta, ele se fotografava comigo, roubando meu doce e afins. No fim, sentamo-nos para ver as fotografias, rimos com algumas.
- Eu definitivamente não sou fotogênica. – Ele riu.
- Essa ficou muito bonita. – Ele mostrou-me uma em que eu estava rindo, algumas folhas voavam ao meu redor (já que ele as jogou em mim) e o meu doce rosa se destacava entre as folhes amarelas. – Vou usar todas.
- Não acha que são muitas?
- Não, não são. – Ele riu. – Escuta. – Ele me chamou, sorrindo pequeno. – Quanto tempo mais eu vou ter que ficar ao seu lado até que você perceba?
- Perceber o que?
- Você não me reconhece mesmo? – Neguei com o rosto, mordendo meu lábio. – Meu nome é Harry Styles e eu fui um dos seus melhores amigos durante todo o colegial. – Harry sorriu abertamente, estendendo a mão pra mim.
Eu nada fiz, em choque. Não podia ser, podia? Ri sem graça uma ou duas vezes, apertando sua mão, piscando confusa.
- Isso não pode ser verdade.
- Acredite. – Ele riu. – Eu te reconheci assim que a vi pegando o algodão doce.
Era inacreditável ter Harry tão perto depois de tanto tempo. Quando erámos adolescentes ele costumava ser meu ponto de fuga. Era inconsequente e uma criança, e eu já planejava os nomes dos meus filhos. Erámos opostos que se completavam. Ele me contava das meninas, e eu dos caras, nos olhávamos e riamos das nossas desgraças no amor. Quando eu tinha algum problema com os meus pais, era pra casa dele que eu corria, nem que fosse só pra ver ele jogar vídeo game, sem se importar muito com o que eu dizia. E mesmo que não estivesse prestando atenção, quando eu parava de falar, ele me abraçava e me dizia que estava ali e estaria até o fim.
E bem, ali estava ele, anos depois. Um homem, com barba e cabelos compridos.
- Eu ainda não realizei que você está aqui. – Sussurrei, vendo-o rir.
- Bom, eu estou.
Separamo-nos na nossa adolescência, quando eu fui para a Austrália, viver e estudar lá por um bom tempo. Harry, quando me conheceu me chamava de Jane, pois dizia que o nome “combinava” mais comigo. Por um bom tempo ele fez os novatos da escola acreditarem que meu nome era Jane, era extremamente irritante.
- E como vai tudo? – Perguntou ele.
- Ah... – Olhei-o sem saber o que dizer. – Tudo bem. – Sorri amarelo.
- Tem certeza?
- Tenho, claro. E você?
- Bom, eu me formei em fotografia e estou sempre fazendo outros cursos... Eu não me casei. – Ele riu sugestivamente.
- Que sorte... – sussurrei.
- Você não parece a mesma. – Ele comentou.
- Isso é bom?
- Eu vou descobrir se você me permitir. – Ergueu uma sobrancelha.
- E como eu vou permitir?
- É só não sumir de vista novamente.
- Eu não vou. – Eu ri verdadeiramente, talvez pela primeira vez em muito tempo. – Gostei do seu cabelo. – Fiz careta, assistindo-o gargalhar.
Harry sempre me deixava cortar o cabelo dele, mesmo que sempre ficasse péssimo, e eu tenho que admitir que ficava bem melhor como estava. Os olhos dele estavam extremamente claros e brilhantes, o sorriso, como sempre, era radiante. Senti-me estranha, com vontade de abraçar ele e expor quantas saudades eu senti, de como tudo estava tão difícil. Mas eu não podia, como ele disse, nós mudamos.
- Eu tenho que ir. – Falei, observando-o fazer uma pequena careta.
- Claro... Mas eu não quero perder contato. – Começou desesperado, me fazendo rir.
- Você não vai. – Passei-o meu telefone. – Me ligue quando quiser...
- Eu ligo mesmo!
- Pode ligar. – Eu me levantei. – Boa sorte com o trabalho.
- Não mereço nem um abraço?
Envergonhada eu me aproximei, vendo-o abrir os braços para me receber. Afundei meu rosto na curva do seu pescoço, passando meus braços pela sua cintura. Eu quase sumia dentre seus braços e roupa. Era extremamente confortável e protetor. Sua pele emanava um cheiro amadeirado e forte, apertei-o contra mim, deixando a saudade falar mais alto que a vergonha. Harry retribuiu, passando a mão pelas minhas costas, acariciando-me. Me afastei contra a minha vontade, sentindo imediatamente a falta dos braços.
- Foi bom te ver, Harry.
- Igualmente, Jane.


 continua...

Imagine com Liam Payne




Pedido por anônimo. 

12 de Janeiro 2006, Londres.
As mãos estavam suando, o coração acelerava conforme o cenho dela se franzia mais. Os olhos curiosos e atentos da garota examinavam toda e qualquer expressão que Liam fazia. Ela havia dito que tinha algo para contar, mas ele a interrompeu dizendo que sua notícia era urgente.
- Eu fui aceito em Cambridge, medicina. – Ele disse rápido, sentindo o corpo estremecer. Assistindo as expressões dela passar de curiosidade até surpresa.
- Por que não me contou antes? – Liam jamais pudera entender o tom de sua voz, ou o que ele representava. Os olhos dela estavam vazios tais como sua expressão.
- Eu não queria te deixar magoada ou com raiva de mim... Esse é o meu sonho e eu não posso deixar ele passar assim. – Ele encarou a rua escura à sua frente. – Eu não queria ter que deixar tudo isso aqui, mas esse tipo de coisa só acontece uma vez na vida e... E não vai acontecer de novo pra mim. – Ele a olhou com um sorriso largo, que se desfez ao ver os olhos cheios de lágrimas dela.
- Como você pode pensar que eu não estaria orgulhosa?
Ele nada disse ou fez além de sorrir pequeno com o biquinho choroso que se formou na boca dela, selou seus lábios, sabendo que dentre muitos, aquele beijo ficaria na memória. Não pelo amor que envolvia os dois, ou pela emoção da notícia que (S-N) ainda não havia dado. Marcaria, porque aquela era a despedida que ninguém jamais oficializou.
Liam se sentia realizado: a garota que amava estava em seus braços, e seu futuro estava garantido. (S-N), no entanto, sentia um forte dor no peito, não física, mas emocional. Como poderia contar à Liam? Estragar toda a felicidade dele por um motivo egoísta dela?
- Porque você tá chorando? – Ele perguntou, olhando-a sorrindo. – Você deveria estar feliz por mim!
- Eu... Eu estou. – Ela sorriu.
- O que você tinha pra me contar?
O coração dela acelerou instantaneamente, ela não poderia dizer. Não agora.
Apenas negou com o rosto, assistindo o sorriso dele aparecer novamente e esmagar toda e qualquer perspectiva que ela tinha ali.
Ficaram algumas horas juntos, Liam insistiu mais algumas vezes para saber o que ela tinha pra lhe dizer, mas ela negou todas, até ele entrar em um Taxi, e ela tirar da bolsinha marrom o teste que mostrava o seu futuro.
“Nós vamos ter um bebê, Liam”. Ela sussurrou, vendo o taxi se afastar.
24 de Março de 2014.
A pequena apartamento estava lotado de caixas e objetos empacotados, (S-N) recebera a proposta de trabalhar em um hospital como psicóloga, atendendo pacientes e parentes.
- Mamãe? – Catherine chamou. – O que é isso?
O olhar de (S-N) acompanhou o dedo da pequena Cath, até uma caixa branca com colagens em preto e desenhos de caneta.
- Nada! – Ela se desesperou ao ver Cath abrir a caixa, dando de cara com diversas coisas que lembravam a adolescência de (S-N), incluindo posters da Britney Spears e Justin Timberlake.
Mas não foram os pôsters de Boybands e cantoras do pop que chamaram atenção de Cath, foi uma foto com escritos atrás.
- Quem é ele?
(S-N) sentiu o estômago revirar, sentou-se ao lado da filha, fazendo-a sentar-se ao seu colo. Ver uma foto de Liam depois de tanto tempo ainda a deixava confusa. Por que se afastaram? O que aconteceu entre os dois se não amor?
- Ele é... Só um amigo de infância. – Ela sorriu, olhando para a filha que os dois deveriam ter criado. – Só um amigo. – sussurrou. Levantou Cath antes que ela perguntasse mais alguma coisa, organizou a caixa, levando-a até onde seria seu quarto dali em diante.


- Pronta pro novo emprego? – Perguntou Lea, sorrindo.
- Estou nervosa, quer dizer, eu nunca trabalhei em um hospital antes...
- Não se preocupe, é só fazer o que você sempre fez.
- Eu sempre lidei com adolescentes e suas complicações. – Ela sorriu.
- Não vai ser difícil, seu currículo é ótimo, uma psicóloga formada em Oxford não pode ser qualquer uma. – Lea piscou. – Vamos te mostrarei a sua sala.
As duas andaram por um extenso corredor branco, até a penúltima porta, que trazia uma placa com o nome de (S-N).
O consultório era encantador, com a decoração completamente diferente da que ela imaginava. Poderia facilmente se sentir em casa ali.
- Bom, é isso. – Lea sorriu. – Temos muitos pacientes, então você tem um colega e profissão, talvez no horário do almoço vocês se conheçam, bom, qualquer coisa eu estarei na sala à frente, é só me chamar.
- Eu preciso me acostumar com essa coisa de ter uma secretária. – (S-N) sorriu vendo Lea revirar os olhos e rir.
- Me considere como seu braço direito. – Piscou saindo da sala.
O primeiro período do trabalho foi consideravelmente cansativo, no hospital havia mais pacientes que em um consultório particular, não estava acostumada a lidar com uma agenda que calculava até quanto tempo ela tinha para ligar para Cath.
Agradeceu por encontrar uma escola no período integral para a filha.

- Hey mulheres da minha vida! – (S-N) despertou com a voz grossa e com o corpo forte que sentou à sua frente.
- Daniel, ele é o psicólogo da sala ao lado. – Sussurrou Lea. – Metade do corpo trabalhador feminino desse hospital quer ir pra cama com ele.
- Lea. – (S-N) falou mais alto, repreendendo a nova colega e atraindo a atenção de Daniel para si.
- Olha só, me falaram sobre você! É a minha concorrente, não?
- Ahm... Eu sou. – Ela sorriu, sentindo o corpo esquentar conforme o sorriso dele aumentava.
- Já se acostumou com a rotina daqui?
- É meio complicado...
- Sim, é mesmo. Aposto que o mais difícil é lidar com a Lea. – Ele riu, vendo Lea jogar um pãozinho nele.
- Mas quantos anos vocês tem? – Resmungou Noah, segurando o riso em seguida.
- Não se preocupe (S-N), nós somos a parte mais legal do hospital. – Apontou para as secretárias e enfermeiras que estavam na mesa. Você só não pode se juntar com aquele pessoal ali. – Daniel mexeu o rosto, apontado para uma mesa lotada de médicos. – Eles se acham melhores porque cursaram medicina. – Revirou os olhos.
- Daniel tem uma rixa com ELE. – Lea apontou para um homem alto, de costas largas. O rosto dele estava virado para o outro lado, mas de longe (S-N) podia sentir o ar de ignorância que ele exalava. O homem se sentou, ainda de costas, na mesa que antes Daniel havia apontado.
- Uma rixa? – (S-N) perguntou olhando para Daniel.
- Não é uma rixa...
- É sim, eles sempre pegam as mesmas funcionárias. – Lea revirou os olhos.
- Mas normalmente elas preferem o Danny, porque ele é bem mais carismático. – Ela apertou a bochecha do loiro, que riu,
- Eu sou melhor no cama, isso sim. – Sussurrou ele para a amiga. (S-N) fez uma careta, mas riu, sentindo-se confortável na presença deles. Deixou seu guardanapo de lado, e subiu mais cedo para a ala dos consultórios.
Alguns costumes que (S-N) adquiriu assim que Cath nasceu nunca mudaram, como a sua preocupação com os sentimentos da filha. Ela ligou, portanto, para a garota no seu intervalo, a perguntando como estava sendo a nova escola. Recebendo uma resposta mais que positiva.

Os dias se passaram, (S-N) estava cada vez mais próxima de Danny. Cath estava se dando bem na escola e toda noite no jantar solitário das duas, ela contava como fora seu dia.
(S-N) estava levando alguns arquivos e fichas de pacientes para analisar em casa quando Danny bateu em sua porta.
- Lição de casa? – Perguntou, sentando-se no divã da sala.
- Um pouco. – Ela riu.
- Você está sem carro, não é? – Ela assentiu. – Posso te dar uma carona.
- Ah não... Tudo bem eu ainda tenho que buscar minha filha.
- Você tem uma filha? – Os olhos dele se arregalaram quando ela confirmou. – Isso é inacreditável, eu nem sabia que você era casada.
- Mas eu não sou casada. – Ela fez uma careta, não querendo tocar no assunto.
- Oh sim. – Ele riu. – Com todo respeito, é mais inacreditável saber que você carregou um bebê e conseguiu ter um corpo desses.
(S-N) encarou Danny, sorrindo, revirou os olhos.
- Espero que saiba que “com todo respeito” não me conquista Danny. – Ela riu, colocando sua bolsa em seu ombro e passando pelo homem.
- Bom, de qualquer forma, podemos pegar a sua filha, e ainda por cima tomar um sorvete, o que acha? – (S-N) estava prestes a discordar e inventar qualquer desculpa quando ele a interrompeu com um sorriso: - Eu não aceito um não como resposta.
Os dois entraram no carro de Daniel, travando uma conversa sobre os CDS que ele guardava ali. Sentiam-se como dois adolescentes tendo um encontro. Sentimento que foi quebrado ao que o olhar de Daniel cruzou com o da pequena Cath.
(S-N) estava à frente da entrada da escola, trazendo sua filha para mais perto do carro, onde Danny estava encostado.
Custou para que (S-N) convencesse Cath de que tudo bem estar com Danny, e que ele era apenas um amigo. Com sorrisos encantadores, algumas piadas e muito sorvete com calda de chocolate, Danny conquistou Cath, que contou para os dois sobre o dia na escola, e sobre como frações era difícil.
(S-N) sorriu nervosa no caminho para casa, sabendo que Catherine a enxeria de perguntas sobre quem realmente era Danny.
Cath entrou primeiro na casa, correndo para o seu quarto enquanto (S-N) descia do carro. Danny desceu com ela, sorrindo tímido.
- Obrigada pela carona, e pelo sorvete. – Ela sorriu.
- Não se preocupe, (S-N). Se você precisar... Eu vou adorar sair mais vezes com você e com a Cath. – Ele disse, vendo-a entrar em casa, murmurando antes um “boa noite”.

Após o jantar, que (S-N) gastou convencendo Catherine de que não estava namorando com Danny, (S-N) criou coragem e retirou a caixa lotada de memórias.
Sentou-se na cama, abrindo a caixa e sentindo o cheiro de adolescência pairar pelo ar, sorriu melancólica, sentindo falta de uma época bem mais simples que aquela.
Pegou a mesma foto que Cath achara na mudança, apertando-a contra o peito, quantas saudades sentia de Liam, se perguntava até hoje quantas vezes e por quanto tempo seria capaz de se apaixonar novamente por ele.
Atrás da foto estavam desenhados alguns coraçõezinhos com frases românticas da época em que os dois eram cegos um pelo outro.
Depois que Liam foi para Cambridge os dois passaram a se comunicar por cartas, estas que jamais foram lidas por outras pessoas que não fossem eles. (S-N) guardou mesmo após a última carta pois aquilo, além de Cath, a fazia se sentir mais perto dele.
As cartas ainda estavam lá, organizadas por ordem de chegada. Na primeira Liam a contava como a faculdade era diferente, como se sentia bem, e como sentia falta dela.
As palavras, ao longo das cartas diminuíam gradativamente. Os ‘eu te amo’ soavam cada vez menos verdadeiros. Até a última carta. A mais dolorosa.

“ Querida (S-N)
É difícil admitir que as coisas mudaram. Que talvez agora você já não seja mais a minha garotinha obcecada por boybands, aquela que jura de pé junto que ainda vai me trocar pelo Justin.
Mas temos que admitir, (S-N), mudaram. Eu sinto sua falta e não dá mais pra fingir ser algo que já não somos. Eu queria realmente ter a oportunidade de consertar as coisas com você. Mas nem isso nós podemos mais.
Você sabe o que eu estou dizendo. Eu tenho olhado pra esse papel por dias, só para, no fundo, escrever, ‘acabou e eu sinto muito’.
Eu sinto muito, espero que tudo o que você sonhou se realize, talvez um dia a gente se esbarre.
 xX Liam”
Não percebeu quando suas lágrimas começaram a cair, o quão imaturo Liam foi ao terminar dessa forma? No facebook, algum tempo depois, fotos dele com outras garotas se tornaram comum. A ideia de uma traição jamais abandonou sua mente, e isso era o que mais a incomodava.
Ainda haviam cartas em que ela tentava contar à ele sobre o bebê que tiveram, mas nenhuma delas foi enviada. A carta final de Liam jamais foi respondida. Ele também não pareceu se importar: não ligou, não quis encontra-la quando ambos estavam de férias em Londres. Durante sete anos, ela jamais tivera notícia alguma do homem que mais amou em sua vida. Do pai da sua filha.

Mergulhada em lágrimas, ela se deitou cansada do dia que tivera, deixou que o sono aos poucos a tomasse.

Estavam sentados no refeitório do hospital, na mesa dos “funcionários legais” como dizia Danny, quando novamente o médico da rixa de Danny passou, derrubando o copinho de gelatina na calça de (S-N)
- Ai que droga! – Ela exclamou, pegando alguns guardanapos para se limpar, Daniel imediatamente fechou a cara, enquanto a ajudava.

- Claro que está tudo bem, Payne.


Continua... 

Imagine com Zayn Malik


Pedido feito por: Louehtml | tumblr

Coloque para tocar. 


“ Londres, 3 de fevereiro de 2017.

                                                             Querida (S-N)

Ontem eu estava sentado em uma das mesas do grammy. Milhares de pessoas estavam também. Uma pergunta ecoava em minha mente. ‘Porque ela, depois de tanto tempo? Porque ela, se ainda há milhões que poderiam estar no lugar dela? Porque ela se há milhares mais bonitas?’
E se você quer saber eu demorei pra responder. Na verdade, não respondi. Você pode me odiar por isso, mas eu não sei.
Porque você?
Não sei!
 Deve ser por isso que eu estou te escrevendo agora, pra descobrir com você o porquê depois de tanto tempo, eu ainda só tenho olhos pra você.
Eu me lembro do início das aulas. Estava muito frio. As garotas fofocavam sobre como o garoto do oitavo ano era bonito. Ele nunca teria olhos pra ela, essa é a verdade.
Mas foi ai que eu te vi. Você entrou na sala acompanhada da senhora Elliot, estava embrulhada em uma roupa de frio muito grossa. A professora pediu pra que você se apresentasse, e você mal conseguia falar com aquele monte de roupas. Foi engraçado.
Você tinha um sotaque diferente, Candice sussurrou para Linda “estrangeira”. E a palavra ecoou dentro da minha cabeça. Me perguntei se você falava inglês, porque com as roupas e o sotaque era difícil saber em que língua você estava falando.
A professora pediu pra você sentasse comigo já que o seu material ainda não estava com você. Na hora, não percebi mas seja lá o que for que comanda nossas vidas, Deus ou destino, alguém colocou você ali pra mim. Pense. Poderia ter sido qualquer pessoa daquela sala, mas fui eu.
A primeira aula foi de matemática, e eu achava que sabia tudo, até você desembrulhar sua mão pequena e me mostrar que sete vezes nove não era 56, isso era sete vezes oito. Eu ri sem graça, mas você não se importou e me ajudou.
Na aula de artes, nós pintamos um quadro, a mesma tela. Você pintava a esquerda e eu a direita. Sua parte estava horrível. O que era aquilo? Não me diga que você estava tentando desenhar uma pessoa?
Você era tímida, mas a minha mão coçava pra que eu puxasse um assunto. E eu disse a primeira coisa que me veio à mente “De onde você é?” Antes de me responder você tirou o casaco, e eu me senti aliviado por não ter que ficar procurando onde seus olhos estavam. Eu mal ouvi quando você sussurrou um “Brasil”. Eu nunca deixei você saber, mas naquele momento eu passei a amar o Brasil.
‘É por isso que você está com tanto frio né?’ Eu perguntei inocente, e você riu. Era uma risada bizarra e tímida. Eu perguntei o seu nome, e tentei me apresentar, mas você disse que já tinha escutado a professora dizendo. Ah (S-N), se você soubesse que as coisas seriam mais fáceis se você tivesse fingido que não sabia o meu nome. Eu fiquei sem saber o que dizer depois. Durante toda a aula de artes, na verdade. No fim, para a minha surpresa foi você quem disse algo. ‘Meu desenho está bonito, Zayn?’ Você estava brincando né? Alguém já te disse que você não tem talento algum pra arte? ‘Está lindo, (S-N)’.
No intervalo eu sentei com você e a sua lancheira da pequena sereia.
- Ei Zayn, venha, vamos jogar futebol.
- Não, obrigado. – Eu respondi.
- Você pode ir jogar se quiser Zayn. – Você disse, e meu coração acelerou sussurrando baixinho o quanto eu não queria sair de perto.
- Tudo bem. Eu vou ficar aqui, se você não se importar.
Você apenas negou com o rosto, e eu te vi tirar um lanche enorme de dentro da sua bolsinha. Acho que nunca conheci alguém com o apetite como o seu.
- Eu jogo futebol... – Você começou, prestando atenção em um creme marrom dentro de um potinho. – Mas eles dizem que meninos não jogam com meninas porque nós só atrapalhamos.
- Eu não acho isso. - Olhei novamente para o creme. – O que é isso?
- É brigadeiro. Você quer?
- Minha mãe disse para não comer coisas estranhas.
Pela primeira vez você me olhou dentro dos olhos, mesmo que parecesse furiosa com aquela careta.
- Isso não é estranho! É muito gostoso, se não quer não precisa falar mal.
- Desculpa... – Você ficou em silêncio por um bom tempo, e inconscientemente eu me desesperei. Você não ia me desculpar? – Me dá um pouco de brigadeiro?
Relutante e brava você me deu, e quer saber? Você tinha toda razão, aquele era o melhor doce que existia.
Na aula de geografia, o professor pareceu encantado com uma brasileira na sala, e pedia pra você ressaltar as belezas do seu país. Mas você não conhecia muitas, você apenas dizia que na sua cidade não tinha muita coisa.
Ao longo da semana, os meus amigos sempre reclamavam sobre como eu estava deixando-os de lado por você, mas eles não sabiam que jogar futebol ou pintar quadros já não era mais tão legal se você não estivesse.
Eu te levava até a porta do ônibus todos os dias, e depois ia para o carro da minha mãe. Ela sempre ficava brava comigo porque eu demorava demais para entrar, mas ela também não sabia que pra mim, te levar até o ônibus poderia evitar que você sofresse algum acidente no caminho.
Com três meses que nos conhecíamos, você era a minha melhor amiga. Eu não suportava ficar perto das outras meninas, mas com você era tudo diferente, mesmo que parecesse tão igual.
Você se lembra de quando eu te ensinei a andar de bicicleta? Nós estávamos na minha rua, e você estava morrendo de medo de cair.
- Por favor Zayn, não me solta. – você implorou apertando a minha mão que estava na sua cintura. Eu puxei seu rosto para mim, fazendo com que você olhasse nos meus olhos.
- Eu não vou te soltar. Confia em mim. – Você assentiu antes que eu começasse a empurrar a bicicleta aos poucos.
Eu te soltei, quando você se sentiu segura. E bem, você caiu e machucou feio. Eu realmente achava que limpar as suas lágrimas e acariciar o seu braço fariam alguma diferença. Eu nunca me desculpei por isso, então... Me desculpa, não foi a minha intenção.
Você era tão preguiçosa na aula de artes, mas eu estava tão louco por você que não me importei. E quer saber? Ninguém podia negar que nós fazíamos uma bela dupla, você me ajudava com a matemática, e eu com os desenhos.
Eu me lembro exatamente do dia em que eu percebi que a nossa inocência era brilhante, nós já estávamos na sexta série e eu continuava te levando até a porta do ônibus. Foi na sexta série que você pintou flores no meu caderno, e todos os meninos me chamaram de menininha. Eu quis te agarrar pelos cabelos e te jogar longe. Mas só foi ver o seu biquinho e o seu pedido de desculpas que a única vontade que sobrou era a de te abraçar.
Na sétima série você não era mais a mesma. Não gostava de ficar mais comigo, estava sempre sozinha e com o rosto abaixado. Eu não podia mais te levar até o ônibus, você ia a pé. Você podia não saber, mas eu rezava para que nada de ruim te acontece toda vez que você saia da escola. O pouco que você falava comigo, acabou. Eu fiquei meses me perguntando se tinha feito alguma coisa. A sua lancheira não era mais da pequena seria. Você não tinha mais lancheira. Você não comia.
O seu cabelo estava caindo, e você sempre chegava na escola com cara de choro. Você afastou as poucas amigas que tinha. Era você e o seu mundo impenetrável.
Foi na primeira semana de setembro, você corria toda vez que saia da escola. O ônibus voltou a te buscar, ouvi você dizer que precisava chegar logo. Mas você nunca dizia onde queria chegar. Você não prestava mais atenção em matemática, e eu havia ficado sem ajuda. Tudo o que você fazia era escrever cartas e mais cartas. Para quem elas eram?
A diretora te chamou uma vez, e a sala se encheu de sussurros sobre você estar encrencada, eu não podia acreditar, você jamais faria algo de ruim. Você voltou chorando muito, a professora te abraçou e disse que tudo ia ficar bem. Um homem apareceu na sala, era o seu pai. Mas eu não conhecia. Ele parecia estar se fazendo de forte. Você guardou o seu material e foi embora, sem me olhar.
Se você soubesse quanto medo correu pelas minhas veias. Eu tive medo de você ir embora, de talvez não voltar mais para mim. Você faltou a semana toda. Todo mundo sentia a sua falta, mesmo que ninguém admitisse.
Um dia a minha irmã passou mal, e nós corremos para o hospital. Você estava lá, balançando os pés bambos na cadeira, sua cabeça estava baixa, e eu vi o seu pai conversando com um homem de branco, em frente à um quarto.
O médico se abaixou até você e pediu pra que você o acompanhasse. Você se foi enquanto seu pai entrava na quarto. Vocês foram até a lanchonete, e ele fez você comer bastante. Ele te pagou até um pirulito. Ele te fez sorrir pela primeira vez em muito tempo, e eu fiquei com vontade de estar no lugar dele.
Você entrou no quarto com o seu pai, enquanto eu esperava sentado na cadeira onde você estava há pouco. Você voltou e me viu lá. Eu sei que você não queria conversar, mas eu não podia mais aguentar. ‘Minha mamãe está muito doente’ você disse, mas os seus olhos continham um brilho diferente, eles me fizeram ter esperanças pra que seja lá o que ela tivesse, melhoraria logo.
‘Quando você dizia que tinha que chegar rápido, estava vindo pra cá?’ eu perguntei vendo você assentir. Quanta dor você estava passando? Eu queria agarra-las todas para mim. Eu tive que ir embora antes de você, mesmo que não quisesse.
Depois daquele dia, nunca mais eu te deixei sozinha, mesmo que você quisesse ficar. A sua mãe melhorou aos poucos, e nós comemoramos com muito brigadeiro.
Você me levou pra sua casa, mas seu pai nunca estava. Você me dizia que ele tinha muito trabalho.

O tempo se passava, e eu podia assistir de perto as mudanças em você, as emocionais, e as físicas. Você tinha peitos (S-N)! Você tinha vergonha de colocar biquíni quando saímos para algum clube, mas eu adorava cada parte do seu corpo.
Foi em uma das viagens da escola, nós estávamos no parque aquático, sentados na areia. Através dos meus óculos eu observava você: seu rosto, seus braços, seus peitos, sua barriga, suas pernas. A forma como você mordia os lábios me fazia morder junto, mesmo que eu tentasse com todas as forças esconder a minha vontade de te beijar.
- Você já beijou alguém? – Eu te perguntei, observando você corar.
- Porque essa pergunta?
- Por curiosidade.
- Eu não... Você já?
- Eu beijei a Candice. – Me fiz de orgulhoso, mas você estava me olhando de um jeito estranho. – O que foi?
- Nada. – Você olhou ao redor, e ninguém da nossa escola estava por perto. Os seus olhos se voltaram pra mim, tímidos. – Você quer me beijar, Zayn?
- E-eu... – Comecei, sentindo minhas bochechas arderem. Decidi que de nada adiantaria dizer o quanto eu queria te beijar. Eu queria mostrar. Eu me aproximei, e você não recuou. Meu coração acelerou, você fechou os seus olhos, tímida demais para ver o que eu faria à seguir. Nossos lábios se encostaram com calma, negando todas as reações que eu sentia. Seu lábio estava seco, então eu passei a minha língua devagarzinho por ele, e você se arrepiou. Eu apertei meu selinho em você, te soltando em seguida. Você me abraçou e disse a única coisa que não poderia ter dito.
- Você é o meu melhor amigo, Zayn.
Que droga (S-N)! Eu tinha acabado de te beijar, como você foi capaz de me dizer que eu era o seu melhor amigo?!
No segundo colegial, você estava totalmente diferente. O seu corpo era formado, os seus cabelos longos, e você não precisava mais se embrulhar tanto no inverno. Eu também era diferente, percebi que nós não combinávamos tanto assim.
Você estava estudando como uma louca. Dizia que queria ser médica. Me pedia para estudar, mas eu não queria. Eu não havia nascido para estudar (S-N). Mesmo que nós dois ainda não soubéssemos disso.

Ah, você esteve nos dois dias mais importantes da minha vida: A nossa formatura, e a minha audição pro Xfactor. Você não sabia, mas eu havia levantado àquela manhã, e deixado todo o meu nervosismo pra depois só porque eu sabia que você estava comigo. A sua blusa estava escrita “Team Zayn”.
No fim do dia, quando eu soube que estaria em uma banda, você me recompensou. Você me puxou pra um canto nos bastidores e me abraçou como jamais havia feito, disse que não acreditava que eu havia conseguido, eu não conseguia parar de sorrir. Você me encarou, sorriu, e fez aquilo que eu desejava há anos: me beijou.
Foi inocente, um selinho demorado, mas mudou completamente o rumo das nossas vidas. Talvez você não tenha percebido, mas depois daquele selinho, nós nos beijávamos com mais frequência.
Nós já estávamos velhos. A minha banda estava fazendo um sucesso local. Eu fiquei com várias garotas, mas eu não entendia porque depois de todo beijo eu as comparava com você. Porque você tinha que ser tão única?
Na final do Xfactor, pelo menos para a minha banda, eu procurei você por todo canto, mas você não estava. Onde você havia se metido (S-N) ?! Minha mãe me disse que você não ligou avisando. Minha vida estava mudando completamente, e onde estava você para ver isso?
Na volta pra casa, eu te procurei, e você voltou a ser aquela garota triste. Você escolheu isso? Acho que não. Se tivéssemos uma opção, ninguém escolheria ser tão triste.
Então eu soube o porquê, sua mãe passava mal com frequência mas nunca fora tão grave como daquela vez. Você me levou no hospital, e me disse que a sua mãe se lembrava de poucas coisas. Seus olhos estavam brilhando por causa das lágrimas. Sua mãe estava em depressão. Você olhou pra mim e disse ‘um dia... ela vai me olhar e perguntar quem eu sou´ Eu entendi. A sua mãe tinha Alzheimer.
Nós entramos no quarto dela, e os cabelos loiros já não tinham o brilho que eu conheci quando criança, os olhos estavam foscos. Seu pai não estava.
- Mãe... – Você chamou, e ela virou lentamente para você, sorrindo. – Se lembra do Zayn?
Ela não se lembrava, é claro. Mas a sua mãe era tão sábia, ela sorriu e pediu para que eu me aproximasse. Me chamou de querido, e me pediu pra que cuidasse de você enquanto ela estivesse internada.
Você chorou e preferiu sair do quarto. Sua mãe ainda tinha alguma consciência, ela me acariciava, e de certa forma sabia que não havia mais cura para ela. Mas ainda era a sua mãe. Eu entendi de novo. Era por isso que você não estava na final, era por isso que você tinha voltado a ser tão triste: você deixou a sua vida pela sua mãe. Você viveu em função dela. E eu sei que ela está orgulhosa.
Você tinha 19 anos quando ela morreu. Doeu muito, em todo mundo. O seu pai estava no brasil, e eu me peguei pensando sobre como nunca havia falado com ele. Você retardou dois anos da sua faculdade, me acompanhava onde quer que eu estivesse.
- Você tem feito muito sucesso, Zayn. – Você sorriu, acariciando a minha mão.
- Eu ainda sou o mesmo. – Comecei desesperado, repassando na minha mente quantas vezes minhas mãe me pediu para não deixar a fama me mover.
- Eu sei. – Você riu. – Eu também.
- Nós sempre seremos quando estivermos juntos. – Você riu, e eu quase me senti uma criança de volta ao banco, vendo a estrangeira rir pela primeira vez.
O mais incrível veio a seguir, você me beijou. Desde que a sua mãe morrera você não fizera mais. Dessa vez foi diferente, não era um selinho. Era um beijo de verdade. Minhas mãos foram para a sua cintura, eu te apertei. Senti meu coração disparar e minha mente gritar o quanto eu poderia ficar naquele beijo pra sempre.
Eu me senti um virgem. Parecia que eu não sabia onde te tocar. Você era diferente, eu não queria que você cortasse o beijo e me empurrasse, por isso, minhas mãos ficaram comportadas na sua cintura. As suas estavam na minha nuca, puxando meus cabelos, arranhando minha pele.
Percebi que você me queria tanto quanto eu te queria. Que passasse o tempo que fosse, você ainda seria a única a me fazer arrepiar por completo com só um selinho. Nós podíamos ficar com pessoas diferentes, mas você era minha e eu era seu. E seria pra sempre assim.
Minhas mãos coçaram, e eu adentrei a sua blusa, tocando suas costas nuas e quentes. Nosso beijo se acelerou, ganhou mais intensidade, mais sentimento. E era isso que não havíamos compreendido naqueles anos de amizade: Era muito mais do que vontade, do que amizade. Era amor. Era mais do que isso. Era um amor incondicional: mesmo que a vida nos separasse ainda seriamos eu e você ecoando pela minha mente.
Você interrompeu o beijo, achei que tivesse abusado demais. Eu juro que estava pronto para te pedir desculpas, mas fiquei completamente calado quando você acariciou meu rosto, e olhando nos meus olhos sussurrou:
- Vamos para o quarto.
Meu corpo estremeceu, é claro que eu fui com você. Completamente obcecado, apaixonado, desejoso. Você estava se permitindo ser minha? Mesmo que fossemos só amigos?
Por um segundo, toda a minha vida se passou diante dos meus olhos. Eu era famoso. Só na Inglaterra, mas era. E se um dia isso nos separasse? E se tivéssemos que nos afastar por minha causa? Eu poderia ter nos parado ali e feito qualquer declaração, mas eu percebi que te falar jamais seria o mesmo que te provar o quanto eu te amava.
Eu te amava.
Como jamais amei alguém. E estava tão acostumado com esse sentimento que achei que era normal, que era uma coisa de amigos. Decidi que já havíamos perdido tempo demais.
Nossos beijos eram calorosos, desciam pelos nossos corpos, que se encaixavam perfeitamente. Fossem as minhas mãos te apertando, ou a sua boca gemendo, tanto faz. Aquilo estava perfeito aos meus sentidos.
Seu quadril se movia exatamente no mesmo ritmo que o meu, seus olhos apertados e a sua expressão de prazer me faziam querer ficar por cima de você sempre. Naquele gesto, naquele momento e movimento. Somente eu e você no nosso mundo impenetrável.
Seu corpo estremeceu completamente nos meus braços, e pode parecer loucura, mas aquela visão, a de você tendo um orgasmo, era a mais bonita que eu já havia visto.
Acordei no dia seguinte com você deitada ao meu lado, me observando. Eu estava prestes a falar alguma coisa quando você me interrompeu dizendo
- Você tinha razão, você não me soltou.
Meus olhos brilharam diante daquela certeza. A frase que eu usei quando a ensinava a andar de bicicleta acabou valendo para a vida toda. Eu me mantive forte nos seus momentos difíceis, só por você. Eu não te soltei. E percebi, ali, que nunca seria capaz de soltar.
Era rotina voltar de viagens com a banda e encontrar você somente de calcinha e alguma blusa minha, fazendo o jantar. Não estávamos namorando, e não precisávamos de rótulos.
- Meu pai quer te conhecer. – Você disse em meio a um dos nossos jantares, e eu quase coloquei tudo pra fora. Sempre soube que o seu pai te tratava como uma princesa, afinal você era a única filha dele. E se, aos olhos dele, eu não fosse bom o suficiente?
Nós viajamos juntos para o interior, para a cidade em que o seu pai estava morando. À cada parada em um farol, você insistia em soltar o cinto e me abraçar, gritando que era um abraço de urso. Que droga, de onde você tirou isso (S-N)? O seu abraço de urso, parece literalmente, o de um urso.
Foi um dos dias mais difíceis da minha vida. O seu pai estava sério, de terno e gravata. Ele era advogado e havia acabado de sair de uma sessão. Me senti um idiota diante da inteligência dele.
Sua madrasta era fotografa, e admita você ou não, ela sempre foi legal.
- Pai. – Você entrou em casa na minha frente, o abraçando assim que o vira. Ele te abraçou apertado, abriu os olhos e me encarou de cima a baixo.
- Esse é o Zayn... Meu...
- Já estou sabendo quem ele é! – Estendeu a mão para que eu cumprimentasse.
O clima esteve pesado no jantar (S-N), só você não percebia os olhares que seu pai me lançava. Na casa também estavam suas tias, sua avó e a filha da sua madrasta.
Enquanto você colocava Hannah Montanna para a sua meia irmã dançar,  seu pai se aproximou com um coquetel.
- Escute... Você tem uma banda, e a (S-N) não é como uma garota qualquer. Ela tem muitas feridas à serem curadas. Mas não precisa de uma música bonitinha que te faça ganhar mais dinheiro. Ela precisa de alguém com paciência e com amor o suficiente para segura-la enquanto ela se cura. Eu não sei ‘qual é a sua’ Zayn. Mas é melhor que saiba que (S-N) jamais vai estar inteira pra você, e se você acha que não pode lidar com isso, é melhor que caia fora da vida dela antes de a machucar. E se a machucar, saiba que você não vai sair impune dessa. – Eu abri a boca para dizer algo, mas ele me interrompeu. – Não quero ver a minha menina sendo exposta pelas câmeras, não quero que digam que ela é só mais uma vagabunda que Zayn Malik está pegando.
Eu estava pronto para dizer à ele, para mostrar pra todo mundo o quanto eu te amava. Como eu estive presente na sua vida até mais que ele. Como eu queria que você fosse só minha. Que jamais iria te expor dessa maneira. Mas ele não deixou, ele simplesmente bebeu um gole do seu drink, e saiu.
- Não ligue para ele filho... – Sua avó veio para perto de mim, passando a mão pelo meu ombro. – Esse velhote não sabe o que diz!
Acho que nunca mencionei o quanto eu gostei da sua avó. Você já parou pra perceber como ela pode ser engraçada? Foi por isso que ficamos horas conversando naquela noite.
Na hora de dormir, seu pai fez questão de dizer que eu dormiria no quarto de hospedes, mas que ele não estava devidamente organizado para receber uma estrela do pop. Vem cá, o seu pai tem algum trauma com cantores?
O quarto de hospedes era frio demais sem o seu calor por perto. Você estava dormindo com a sua irmã. Meu pensamento estava no quarto de vocês, mais precisamente, eu trocando de lugar com a pequena Louise.
Eu estava prestes a pegar no sono, quando ouvi a porta do meu quarto se abrindo, claro que era o seu pai. Fechei meus olhos, usando todos os dotes artísticos que eu tenho para fingir que estava dormindo. Mas eu senti um corpo se aninhar ao meu na cama de solteiro. Era você, beijando o eu pescoço.
- (S-A), o que faz aqui? –Sussurrei.
- Eu não quero dormir sem você.
E bom, a única coisa que nós não fizemos naquela noite foi dormir. No dia seguinte, nós estávamos cansados e com olheiras.
A sua família é muito difícil (S-N), estou sendo sincero. Caramba, porque o seu pai não podia simplesmente me tratar como alguém normal? Vocês fizeram um churrasco tipicamente brasileiro, disse ele. E me colocou para ajudar. Eu não sei nem lavar as minha cuecas, quem dirá cozinhar?
Provavelmente ele disse que não era bom o suficiente pra você. Então ele chegou, Adam. Fiquei sabendo que vocês foram criados juntos. Ele também era médico. Seu pai me contou todas as histórias que vocês viveram desde o nascimento até pouco antes de você se mudar para o brasil. Minhas mãos tremiam de raiva quando eu via os olhares que ele te lançava. E só pirou quando assisti o olhar que ele me lançou quando você me apresentou como seu namorado.
Naquela tarde, enquanto todos saiam para o mercado, nós discutimos. Foi ciúmes meu, devo mencionar que também nunca lhe pedi desculpas por isso. Me desculpe!
Você me disse que só tinha olhos pra mim, e que o seu pai gostava sim de mim. ‘Jura?’ foi o que eu respondi antes de ir para a sala com Louise.
Naquela noite você não foi para o meu quarto.
- Zayn, sente-se conosco, sim? – Seu pai chamou quando eu estava prestes a dar meia volta por ver que você ainda não havia acordado. Sentei-me e passei o café da manhã todo ouvindo as realizações profissionais de Adam. Até você descer, cumprimentou a todos com um bom dia, e me olhou chateada.
Droga, você ainda estava chateada pelo meu ciúme bobo. Seu pai percebeu pois me olhou. Acho que nunca vi tanta diferença entre vocês dois. O olhar dele era completamente inexpressivo. Eu jamais saberei o que se passava pela mente, até então, maligna dele.
Você ficou entre eu e Adam no balcão para pegar o seu pedaço de bolo. Eu te abracei pela cintura, puxei-a para mim e depositei um beijo no seu ombro. Aquele, junto com todos os mimos que eu te fiz durante todo o dia, foram o meu pedido de desculpas.
‘- Escute Zayn... – Seu pai me chamou – Sinto muito se te causei problemas com (S-N)... Desculpe se te comparei com todo e qualquer outro cantor. Se ela está feliz, eu estarei´
Nessa carta toda, essa é a frase mais destacada, porque eu esperei dois anos para ouvir isso do seu pai, desde o dia em que o conheci. Dois anos suportando Adam e sua missão humanitária de salvar vidas. Suportei não por mim, ou pela admiração do seu pai. Suportei unicamente por você. Porque por você tudo aquilo valia a pena.

E nós finalmente chegamos ao hoje. Ao agora, você está deitada na minha cama com a minha camisa do Boyce Avenue, também está usando uma calcinha preta. Ela é a minha favorita, se você quer saber.
Eu não estarei aqui pela manhã, a banda tomou proporções assustadoras, essa vai ser mais uma longa viagem. Mas quando você acordar, espero que a primeira coisa que faça é sorrir. Porque quando você sorri, eu também sorrio. Porque se o dia está bom pra você, então ele estará pra mim.
Deve ser por isso que dentre todas, eu só quero você.
Porque não serão milhões de outras mulheres que vão me ensinar matemática, ou se embrulhar toda para o frio. Elas não vão correr para os meus braços quando estiverem tristes. Não serão outras milhões que me faram sorrir diante de um problema, ou chorar no cinema. Não me motivarão a realizar meus sonhos, e não me farão sentir capaz de tudo quando as tenho comigo.
Não serão elas
É você.
Só você.
Casa comigo?”



N/A: Espero que gostem desse imagine. A segunda votação já está pronta, eu começo a postar os dois imagines na semana que vem. O primeiro imagine a ser publicado é o Beauty like a Beast, votem no segundo imagine!

They Meant Everything - final parte dois.



Final parte um.


- Harry... – Ela sussurrou, pronta pra dizer o quão especial tudo aquilo seria, mas um homem de terno e gravata lhe interrompeu. O sorriso impecável se dirigia aos dois.
- Bem vindos a Ilha de Antígua.
- Obrigada.
- Vamos até a recepção para fazer o check-in de vocês.
Os três andaram por caminho de pedras enfeitado com flores, em uma placa grande (S-N) leu Rosewood Jumby Bay resort.
Harry e o homem discutiam sobre as coisas maravilhosas que haviam na ilha, e (S-N) apenas andava de mãos dadas com Harry, observando tudo ao seu redor.
Depois do check in feito, uma mini van os levaram até os apartamentos, que mais pareciam casas afastadas uma das outras.
Em um outro caminho de pedra, a placa indicava “Estate Rosewood”, suítes presidenciais.
- Suíte presidencial, Harry? – Ela sussurrou temendo que o motorista ouvisse. Harry apenas sorriu, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.
Passaram por campos de golfe, quadras de tênis, restaurantes, orla, até chegarem ao local desejado.
- Harry isso custa o meu apartamento... – Ela começou.
- Você merece! Nós, merecemos. – Disse, dando um selinho nela, e a puxando em direção à casa.
A primeira coisa que fizeram, depois de andar por toda a casa foi ir pro quarto e dormir. Estavam cansados, e queriam energia para passar o dia juntos. Acordaram para o almoço, caminharam e (S-N) quase dormiu enquanto Harry jogava golfe.
- Harry podemos ir pra praia agora? – (S-N) revirou os olhos, cansada de ver Harry jogando algo que, para ela, era completamente entediante. Ele concordou em ir pra praia com ela, não queria deixa-la sozinha com os homens que estavam hospedados lá.
Foram até a casa em que estavam hospedados. Harry apenas colocou um short jeans enquanto esperava (S-N), que saiu com um vestido curto preto, que não cobria nem metade das coxas dela.
- A praia é privada. – Disse Harry animado, enquanto caminhavam em direção à praia que não ficava muito longe.
- Turista. – (S-N) rolou os olhos, rindo de Harry.
A praia estava relativamente cheia, com casais em lua de mel, ou simplesmente passando as férias ali. (S-N) encarou Harry deitado em uma espreguiçadeira no sol com os óculos de sol cobrindo seus belos olhos verdes. Timidamente ela puxou seu vestidinho para cima, revelando seu corpo aos poucos. Harry acompanhou cada movimento que o corpo dela fazia. Como ela conseguia estar tão linda? Mesmo depois das gêmeas? Sua barriga não era mais a mesma de anos atrás, e Harry não podia se importar menos com isso.
Timidamente ela se deitou em uma espreguiçadeira, passando os braços pela frente da sua barriga quando alguma mulher perfeitamente esculpida passava em frente. Harry apenas sorria, achando graça da insegurança dela. Como poderia ela se sentir inferior ou tímida? Simplesmente não era aceitável que uma mulher forte como ela pensasse dessa forma.
Ele segurou a mão dela que estava sobre a barriga, e beijou-a, piscando. Parando somente agora para reparar no quão sexy era o biquíni dela. Esperava ele, que tudo desse certo naquela noite.
Ficaram algum tempo ao sol para depois entrarem no mar.
- Sabia que você é a mulher mais linda do mundo? – Perguntou ele, enquanto abraçava a cintura dela que estava em baixo da água.
- Você mente tanto. – Revirou os olhos, levando as mãos para os cabelos da nuca dele. Harry sorriu adoravelmente, dando um selinho demorado nela.
- Você tá ficando vermelho. – Ela disse rindo. –Adorável. Sussurrou ela, beijando-o em seguida.
Tudo ali agradava os dois: os beijos, a água gelada do mar em contato com suas peles, o silêncio e a paz que envolvia os dois.
Ao saírem da água, duas garotas que aparentavam no máximo 15 anos pediram para que Harry tirasse uma foto com elas. Ele, como sempre adoravelmente atendeu aos pedidos das meninas. (S-N) voltou para a espreguiçadeira, sem muito ânimo para ouvir perguntas sobre o relacionamento dos dois.
Ao longe Harry, que já estava entediado de ouvir as fãs comentarem sobre como as novas músicas eram legais, olhou para (S-N) a tempo de ver um homem sarado se aproximando. Cerrou os olhos na direção dela, que sorriu para o tal homem.
- Hey, garotas, que tal mais uma foto? Eu tenho que ir agora. – Sorriu sem graça vendo as meninas concordarem antes de agradecerem e seguirem seu rumo.
Quando Harry voltou para perto de (S-N), o homem já havia saído.
-Parece que você fez uma nova amizade... – Deu de ombros, enquanto passava o protetor em si mesmo. Olhou de canto, vendo-a sorrir e arquear uma sobrancelha.
- Ciúmes, Harry?
- Não... Só estou comentando. – (S-N) riu, vendo que ele estava ficando todo branco enquanto passava o protetor com raiva.
- Porque você não passa o protetor em mim? – Perguntou ela, tentando tirar o clima. Harry olhou-a por cima dos óculos, se fazendo de difícil, mas cedendo antes que ela mudasse de ideia.
Sentou-se atrás dela na espreguiçadeira, sentindo o aroma dos cabelos dela, que ela tentava controlar devido ao vento. Puxou o quadril dela de encontro ao dele, sentindo-a suspirar.
Deu um beijinho na nuca dela, para em seguida passar o protetor pelo local, e assim fez até chegar na parte do sutiã do biquíni.
- Você gosta de marquinhas? – Perguntou ela, com a voz rouca. Harry mordeu o lábio.
- De você, eu gosto de qualquer jeito! –Passou a mão por dentro da faixa do sutiã, aproveitando para massagear a pele macia dela.
Após a massagem, Harry se deitou de bruços, vendo sua mulher fazer o mesmo, desabotoando a parte de cima do sutiã, deixando que ele cobrisse apenas o seu mamilo.
Harry mordeu o lábio ao ver a cena: ela, com os seios parcialmente expostos para ele, e com o bumbum empinado. Fechou os olhos com força, apertando uma perna na outra, se concentrando para não ter uma ereção ali na frente de todo mundo. Tentou pensar em coisas broxantes, mas nada adiantava quando se tinha aquela visão. Virou o rosto pra outra direção, dando de cara com homens jogando vôlei, e pensou que talvez fosse uma boa ideia. Olhou para (S-N) e ela lia uma revista qualquer.
Levantou-se, beijou a testa dela e disse que já voltava. Ficar longe daquela visão seria mais fácil para relaxar.

No almoço, ainda estavam vestidos com a roupa de praia. Harry mal conseguia olhar (S-N) sem pensar no quanto queria toca-la, e sentir a pele macia sob seus dedos. De tarde, foram até a casa e dormiram por um tempo.
(S-N) acordou satisfeita pelo sono que tivera nos braços de Harry, esses que ela dera falta agora. Chamou seu nome baixinho, não obtendo resposta. Andou até o banheiro e tudo estava vazio e com as luzes desligadas.
- Harry? – Chamou indo para a sala, encontrando-o deitado no sofá-cama, completamente relaxado, vestindo apenas uma cueca cinza, com um balde de pipoca no colo, rindo.
- Te acordei? – Perguntou à ela, sorrindo culpado pelas risadas. Ela apenas negou com o rosto, sorrindo, andou em direção à ele, que tirou o balde de pipoca do colo, batendo nas próprias pernas, em um pedido mudo para que ela se sentasse.
- O que está fazendo? – Ela perguntou olhando para a Tv.
- Ah, estava assistindo uma comédia, mas acho que já está na hora de nos arrumarmos... – (S-N) cerrou os olhos. – Temos que jantar....
- Que horas são? – Perguntou indignada.
- sete horas.
- Harry, porque não me acordou mais cedo?
- Ah... Você estava tão linda dormindo que isso nem passou pela minha cabeça... – Sorriu envergonhado, vendo-a fazer o mesmo. – Acho melhor você ir tomar banho. – (S-N) apenas assentiu, saindo do colo de Harry em seguida.


- Harry pra onde está me levando? – Ela murmurou indignada por não poder enxergar através da venda.
- Calma... Você vai gostar, é uma surpresa. – Ele sussurrou, beijando o rosto dela.
Andaram um bom tempo dentro da pequena van que levava os hospedes. Pela janela Harry via o campo de golfe passar, e rezava pra que nada saísse errado. Suas mãos tremiam no ombro de (S-N), e ele rezava para que ela não percebesse.
Chegaram à um local distante de todo o resto do hotel. Harry desceu da van, ajudando (S-N). Ela estava tão linda, pensou ele. Desceu os olhos pelo corpo dela, parando nos sapatos de salto. Sentou-a em um banco e se abaixou começando a tira-los.
- Harry, o que tá fazendo?
- Você não vai precisar deles. – Sussurrou rouco, observando a van ir embora.
Puxou-a pela cintura, a guiando por um caminho de pedras entre árvores. O peito se acelerava a cada passo dado, ele temia que talvez ela pudesse escutar as batidas do seu coração desesperado.
- Antes de tirar a sua venda... – Ele começou, fazendo-a parar bruscamente. – Eu queria dizer que... – Respirou fundo, parando em frente à ela, segurando suas duas mãos. – Que eu quero mesmo que as coisas voltem a ser como era antes. Eu sei que é difícil, e talvez nós nunca vamos conseguir, mas eu não vou deixar de tentar fazer você se apaixonar por mim de novo... Eu quero que você saiba que tudo o que fiz... Realmente serviu pra alguma coisa. Bem lá no fundo, eu sei que não adianta tentar me esconder do que eu sinto. Nós temos uma ligação estranha demais. – Ele riu. – E eu quero que ela dure por um bom tempo.
- Harry...
- Eu te desapontei, e te machuquei. Eu vi o nosso final bem na frente dos meus olhos e nada fiz contra isso. Pelo contrário, eu fugi. Mas eu estou aqui principalmente por você, porque eu quero consertar você. Eu quero ser o seu apoio quando você estiver mal, como eu já fui uma vez. Nós sonhamos que eu seria o pai dos seus filhos, e eu sou! Vamos recomeçar, passar uma borracha em tudo o que aconteceu. Você tocou minha alma (S-N), mudou a minha vida. – Sorriu com lágrimas nos olhos, vendo (S-A) se controlar para não chorar. – Vamos aproveitar nossas filhas, educa-las juntos, vamos adotar até a Trace... – Sorriu. – Vamos dar à ela a melhor condição de estudos pra que ela realize o sonho dela... Assim como realizamos o nosso e...
- Eu te amo Harry. – Ela disse em um soluço, procurando o pescoço dele para abraçar. Ela soluçava contra a camisa dele, expondo, diferente da primeira vez que tocaram no assunto, uma garota fraca, que estava tão machucada quanto ele estivera.
- Está tudo bem. – Ele sussurrou, secando as lágrimas que escorriam por de baixo da venda, para em seguida secar as próprias. Sorriu sentindo como se um peso gigantesco tivesse sido tirado de cima dele. Quando ela sorriu abertamente, pode quase sentir que era mais fácil respirar agora. Beijou-a rapidamente, ansioso pelo que viria depois. – Você está pronta?
- Estou!
Harry, aos poucos, tirou a venda dela, fazendo-a se assustar e respirar fundo. Seus olhos brilhavam de forma que parecia iluminar todo o caminho. Olhou para o homem, boquiaberta, sem saber o que dizer.
- Isso é demais! – Sorriu abertamente. – Você planejou tudo isso sozinho?
- Digamos que eu seja bem criativo. – Riu. - Vamos?
Os dois andaram pelo caminho de pedra até o pequeno cenário que Harry havia montado.
- Vamos jantar aqui? – Ela perguntou sorrindo enquanto se sentava de frente para uma almofada.
- Aqui tem tudo o que precisamos.  – Ele sorriu de volta, pegando as mãos dela e beijando. – Está com fome?
Os olhos dela pararam no barco de madeira decorado com sushis variados. Mordeu o lábio sorrindo.
- Estou!
Harry a serviu com vinho, brindando com ela à felicidade dos dois. O coração dele estava tão leve que a qualquer momento poderia ser arrancado. Ele segurava a mão dela enquanto comiam e conversavam. Haviam combinado de que se conheceriam novamente.
- Meu nome é Harry. – Esticou a mão para ela, sorrindo. Ela, que já estava meio sorridente demais com a bebida, riu alto.
- Harry para com isso...
- Qual é o seu nome? – Ele insistiu, sentindo-se como um adolescente.
- (S-N) – Ela sorriu e cumprimentou-o.
Eles travaram um conversa entre risos, sobre tudo a sua vida. Sobre seus filmes favoritos, músicas, atores. Conversaram como dois adolescentes que acabaram de se conhecer.
Após comerem, (S-N) se deitou em algumas almofadas, observando o mar e o céu. Harry desamarrou as cortinas de seu apoio, fazendo com que elas se fechassem e formassem uma cabana.
(Coloque para tocar)
(S-N) reclamou sobre ele ter tampado sua vista, mas ficou quieta quando Harry deitou-se ao seu lado, puxando uma perna dela para entre as suas. Pegou a taça de vinho dela, tomando um gole cheio. (S-N) mordeu o lábio observando cada movimento que ele fazia, deitou o rosto no braço esticado dele, que estava atrás de sua cabeça. Harry estava bebendo todo o conteúdo da taça dela, mas ela não se importa quando se tinha a visão perfeita dele. Estava começando a respirar com dificuldade. Permitiu-se olhar por todo o corpo dele: a camisa com quatro botões abertos, deixando o começo das suas tatuagens aparentes. A cintura perfeitamente esculpida, a bermuda desleixada, as pernas. Levou sua mão com calma até a cintura dele, passando seus dedos com força pelo corpo dele. Quanta falta sentia da pele quente dele sobre a sua, do corpo dele roçando no dela, da voz rouca dele.
As imagens do dia em que quase se entregaram em sua sala formaram-se diante de seus olhos, deixando-a ainda mais desejosa. Quando Harry terminou o conteúdo da taça, os lábios carnudos estavam mais vermelhos que o normal. (S-N) puxou o rosto dele para o seu, fazendo com que ele deixasse a taça cair de lado para agarrar a cintura dela com extrema vontade. Os lábios se tocaram com força, primeiro em um carinho desejoso, que espalhava fogo pelo corpo dos dois. Para surpresa de Harry, a iniciativa veio dela, que mordeu seu lábio inferior, passando sua língua por eles, sentindo o leve gosto de álcool. Chupo o lábio com força, de olhos apertados, enquanto Harry mantinha o seus abertos, sem conseguir desviar daquela cena maravilhosa. Fora interrompido dos seus pensamentos, quando ela soltou seu lábio, que fez um estalo ao se chocar com os dentes.
Não houve tempo para respirar, ela grudou seus lábios novamente aos dele, deixando que as línguas se entrelacem de jeito que pertencia somente à eles. Harry desceu seus lábios molhados pela pele macia do pescoço dela, chupando e mordendo enquanto a ouvia arfar. As mãos frias dela entraram pela camisa dele, fazendo-o contrair sua barriga. (S-N) apertou suas unhas na pele dele, fazendo-o grunhir no ouvido dela. Sorrindo, ela arrastou a unha pelas costas dele, enquanto ele descontava a sua dor nas mordidas pelo ombro e pescoço dela. As mãos grandes dele, apertaram a coxa dela, deixando o local vermelho.
Harry deliciava-se com a visão dos dentes dela prendendo o próprio lábio, subiu suas mãos adentrando o vestido dela enquanto ela grudava novamente os lábios dos dois. (S-N) empurrou Harry, sentando-se em cima dela. Ele se aproveitou para expor as coxas dela, ao mesmo tempo em que ela beijava a pele descoberta do peito dele.
Era um incógnita: Tudo exatamente como eles se lembravam, mas tão diferente. Tão mais intenso. O olhar luxurioso que ela lhe lançava enquanto passava a língua por sua barriga, e ele apertava sua bunda.  (S-N) terminou de abrir a blusa dele, mordeu o lábio, observando cada pequeno detalhe de sua pele, respirando com dificuldade, afundou seu rosto no abdômen dele, beijando-o, lambendo. Harry, já alto pela bebida, deixou suas mãos pousadas na perna dela, apenas aproveitando a sensação de estar ali. Apertava as coxas quando se lembrava de dar algum sinal de que estava gostando. Sua pele estava toda arrepiada, e por dentre o fogo, o amor queimava entre os dois.
Ela desceu sua unhas por toda a pele do peito e barriga dele, observando-a se avermelhar em baixo dos seus dedos, sorria de lado, passando a língua pelo caminho marcado, enquanto ele apenas afundava as unhas curtas na coxa dela. (S-N) mexeu seu quadril em cima do volume que já se formava nele. Ela, deixando o resquício de timidez para o lado, começou a rebolar e roçar-se ao som de uma música inexistente em cima dele. Era loucura, mas Harry não podia se sentir mais excitado.
Com as duas mãos ele puxou o quadril de (S-N) mais para baixo, deixando que ela rebolasse exatamente em cima do seu volume. Ela passou sua intimidade com mais força sobre a dele, fazendo-o soltar um gemido alto, que só serviu para instiga-la ainda mais. Harry mal podia abrir os olhos, mas quando o fazia tinha a sensação de ver a cena mais sexy do mundo: ela passando as mãos pelo próprio corpo, enquanto roçava as intimidades dos dois.
Bruscamente ela saiu de cima dele, fazendo-o abrir os olhos quase que desesperadamente, apenas para vê-la com um sorriso de lado estampado no rosto, enquanto abria a bermuda dele. Harry encostou a cabeça na almofada, sentindo sua excitação aumentar a cada segundo que podia sentir mais claramente a respiração dela contra seu membro. A bermuda foi abaixada até os joelhos de Harry. Mordendo o lábio, (S-N) subiu as unhas pelas pernas dele. Passou bruscamente a mão pela ereção coberta pelo fino tecido da cueca.
- Porra... Você só pode estar brincando. – Ele sussurrou com os olhos apertados, fazendo-a sorrir.
Ela puxou a cueca dele para baixo, sentindo o coração acelerar frequentemente. Harry suspirou quase aliviado pelo aperto em seu membro ter sido aliviado. Sua excitação só aumento quando, devagar ela passou o indicador por toda a extensão do seu membro, olhando-o como se esperasse alguma reação exagerada.
Harry apenas suspirou pelo que pareceu a centésima vez em pouquíssimo tempo. Animada, ela se abaixou, deixando seu bumbum empinado enquanto dava leves beijos pela extensão do membro dele, segurou-o no base, dando uma atenção maior à sua glande pulsante.
Envolveu-a com a boca, passando sua língua nela. Os olhos dela estavam bem abertos, encarando-o que tentava retribuir sempre que possível. Era a coisa mais sexy que vira em muito tempo. Ele já quase não se lembrava do quão quente ela poderia ser. Aos poucos ela desceu a boca por toda a extensão dele, apertando as bochechas enquanto sugava-o para fora da sua boca, fazendo Harry revirar os olhos, gemendo rouco.
As mãos dela, aos poucos fora ajudando o trabalho da boca, até que esta parasse totalmente, dando atenção à mão que Harry levara em direção à boca dela. Enquanto o masturbava, a boca sugava sem pudor os dedos dele, que assistia tudo desacreditando, completamente atônito.
A boca voltou para o membro de Harry, que permitiu-se relaxar enquanto o passava a mão pelo cabelo dela. (S-N) quase não suportava o encarar com o cenho franzido, sabendo que toda aquela reação natural do corpo dele estava sendo causado por ela, para ela.
Com o poder sobre Harry em mente, ela aumentou sua velocidade, apertando sua bochecha, sugando o membro de Harry até onde conseguia. Tentou repetidas vezes colocar toda a extensão dele dentro de sua boca, por vezes engasgando e deixando o membro dele envolvido por sua saliva, o que só aumentava o tesão de Harry.
Os gemidos ficaram constantes, quando ela começou a trabalhar com a boca e as duas mãos, era quase insuportável para ele. Sua boca já tinha um pequeno corte devido à mordida dele... Ela estava se dedicando tanto, ele gostaria mesmo de ter seu orgasmo de outra forma, mas não podia se controlar, sentia seu membro pulsar dentro da boca dela e fechava os olhos com força, empurrando o rosto dela cada vez mais em direção à sua base.
- Não precisa se segurar, isso é só o começo. – Ela sussurrou contra a glande dele, deixando claro que a noite ainda nem havia começado.
Harry não mais se segurou, se derramando completamente dentro da boca dela, gemendo alto e rouco, fazendo-a sorrir enquanto engolia. Passou a língua delicadamente pela glande dele algumas vezes, sabendo que o local estava sensível à qualquer tipo de toque. Acariciou-o mais algumas vezes, para então deixar seu membro ser coberto novamente pela cueca.
Ele estava todo mole, respirando com dificuldade, o corpo pesado jogado entre as almofadas. Ela sorriu divertida, beijando o lábio dele com carinho, mostrando-o que ele poderia descansar um pouco. Com dificuldade, ele a puxou para um beijo, mas se perdia entre o cansaço e o fogo dela.
- Vamos para o quarto. – Ela sussurrou, vendo-o concordar levemente. Vestiu-o novamente com a bermuda. Ela queria gargalhar do estado de Harry: os cabelos desarrumados, a roupa amassada, o corpo completamente mole e preguiçoso, o sorriso maravilhado estampado nos lábios.
O fez sentar enquanto dava um jeito no cabelo dele para que deixassem o local sem que ninguém percebesse o que havia acontecido, Harry no entanto, não colaborava tentando beijar o pescoço dela.
- Harry, você está cansado... Vamos. – Ela riu. Teria se levantado se Harry não tivesse a puxado para seu colo, beijando-a diversas vezes enquanto sussurrava:
- Você é maravilhosa demais. – beijou-a. – Isso é real? Nós fizemos mesmo isso? – Ele riu, acompanhando-a.
- Vamos Harry. – Beijou-o, puxando ele em direção ao caminho de pedra.

Ficaram aproximadamente quinze minutos dentro da van, Harry ainda estava cansado mas parecia ainda mais desejoso. A mão dele passava por coxas e quadril, tentando desviar do olhar de outros casais. Quando chegaram à ala de suítes presidenciais, deram boa noite aos outros e seguiram pelo caminho de pedras aos beijos e amassos.
(S-N) abriu a porta com dificuldade devido aos beijos que Harry distribuía em seu pescoço e ombro. Assim que conseguiu, Harry a prensou contra a própria porta, já dentro da sala, segurando seu rosto e olhando-a nos olhos antes de beija-la furiosamente, atacando suas coxas com a mão, fazendo-a rir.
- Harry para. – Riu. – PARA HARRY. – Suspirou vendo-o parar imediatamente. Ele a olhou confuso, mas ela apenas sorriu puxando-o para o quarto pela mão. – Vamos com calma, tá? – Pediu tímida, mal parecendo a garota que estava com ele à pouco antes. Mas não podia exigir nada dela, apenas concordou com o rosto. – Eu já volto.
Enquanto (S-N) entrou no banheiro, Harry caiu deitado na cama, sabendo que apesar de se mostrar tão forte e excitada, ela ainda estava com medo. Precisava ir devagar, com calma para que fosse tão bom para ela quanto seria para ele.
(Coloque para tocar)
(S-N) abriu a porta com calma, respirando fundo, vendo que Harry a fizera o favor de apagar as luzes e deixar somente os abajures ligados. Ela deu alguns passos, parando exatamente na frente de Harry que já estava somente de cueca. Aos poucos ele abriu os olhos, sentindo o coração acelerar freneticamente. Sentou-se na cama olhando-a pelo corpo todo, sentindo a excitação tomar conta de si novamente. Ela estava tão linda, ele mal podia acreditar que ela fizera isso, que se preparara para ele.
Sentou-se na beira da cama, esticando os braços, chamando-a. (S-n) apenas sorriu tímida, se aproximando devagar, parando exatamente em frente à ele. As duas mãos se dirigiram para as costas, abrindo o fecho do sutiã. Aos poucos ela abaixou, sentindo o olhar penetrando de Harry, primeiro em seu corpo, depois em seus rosto. Como se perguntasse se ela estava realmente fazendo aquilo. Os olhos dele estavam alguns tons mais claros, e extremamente brilhantes.
Vim para lhe encontrar. Dizer que eu sinto muito.
Você não sabe o quão adorável você é.
Tenho que lhe achar, dizer que preciso de você.
E te dizer que eu escolhi você
Conte-me os seus segredos, pergunte-me suas dúvidas
Vamos voltar para o começo
Correndo em círculos, perseguindo caudas
Mentes em um silêncio à parte.
Ela deixou os próprios seios à mostra, suspirando e sorrindo completamente envergonhada ao ver Harry paralisado. Ela era tão linda. Tão... dele. Fora mãe e seu corpo ainda parecia tão excitante, mesmo que ela não achasse. Puxou-a para o seu colo. Suas mãos agarraram a cintura dela enquanto ela se sentava. Harry passou o rosto pelo pescoço e clavícula dela, sentindo cada pequeno pedaço de pele. Afundou o rosto entre os seios, beijando-a quando possível. A mão em suas costas deslizavam e faziam um carinho delicioso, enquanto a de Harry a apertava.
Olhou-a, dando um selinho em seus lábios antes de afundar a boca em um dos seios dela. (S-N) mordeu o lábio sentindo a ponta da língua de Harry contornar sua auréola com movimentos lentos. As mãos dela foram para os cabelos da nuca de Harry.
Sua língua passava pelo mamilo eriçado dela, vendo todos os poros dela se arrepiarem conforme ele dava mais intensidade e força ao movimento. Harry fechou a boca em torno do mamilo direito, chupando-o e puxando-o, fazendo um esforço para olha-la e ver se ela aprovava aquilo, mas tudo o que ela fazia era controlar gemidos manhosos em uma expressão de puro deleite. Ele chupo a pele acima do mamilo dela, sugando-a para deixar marca no dia seguinte. Aos poucos ele a deitou na cama, desabotoando as cintas ligas que ela usava, descendo meia por meia, levando a perna dela ao alto e beijando cada parte descoberta.
Ninguém disse que era fácil
É uma pena nós nos separarmos
Ninguém disse que era fácil
Ninguém jamais disse que seria tão difícil
Me leve de volta para o começo
(S-N) apenas controlava seus gemidos, atenta à qualquer ação de Harry, que tentava relaxar a mulher. Temerosa, ela puxou Harry para um beijo, sabendo que ele entenderia que ela queria retardar o momento. Ele apensar cedeu, beijando-a em seu ritmo, enquanto sua mão passava pelos seios dela, descendo em direção à calcinha. Ele adentrou o único pedaço de pano nela, acariciando primeiro sua virilha, descendo lentamente até os lábios dela, esperando alguma reação negativa da parte dela, que não foi dada. Pelo contrário, (S-N) abriu as pernas, deixando um maior espaço para a mão de Harry, ele pode sentir a intimidade dela se lubrificando aos poucos com o seu toque. Seus beijos desceram em direção ao mamilo dela.
Os dedos ágeis de Harry pressionaram seu clitóris com força, fazendo-a soltar um gemido mais alto. A mão percorria toda a extensão da intimidade molhada dela, ameaçando penetra-la com a pontinha de três dedos, tirando imediatamente, vendo-a resmungar algo.
A respiração dos dois estava falha, Harry aproveitou enquanto ela tentava voltar a respirar normalmente para finalmente penetrar dois dedos, apenas uma única vez. Deixando que seus dedos se movessem dentro dela, que já estava completamente molhada, com os lábios sendo judiados pelos dentes. Penetrou um terceiro dedo, ouvindo-a gemer baixo novamente. Os movimentos começaram devagar, acompanhando o ritmo dos beijos de Harry, que desciam em direção à barriga dela.
Tirou bruscamente os dedos de dentro dela, fazendo-a abrir os olhos confusa, para apenas ver Harry apressado em tirar sua calcinha. Ele abriu ainda mais as pernas dela, colocando uma em volta do seu ombro, enquanto se deitava roçando sua boca na intimidade dela, mantendo o contato visual, que por vezes ela quebrava.
Sua língua tocou bruscamente o clitóris dela, fazendo-o movimentar-se de acordo com o seu ritmo. Harry fechou a boca em torno da intimidade quente dela, passando freneticamente sua língua pela entrada e pelo clitóris dela. (S-N) levou uma mão para o cabelo de Harry, forçando o rosto dele contra sua intimidade contraída.
Eu estive pensando em números e figuras
Rejeitando o seu quebra-cabeça
Questões da ciência, ciência e progresso
Não falam tão alto quanto o meu coração.
Diga-me que me ama, volte e me assombre
Quando eu corro para o começo
Voltando a ser como éramos

Harry a chupava completamente, se algum pudor ou medo. Sabia que independente do que se passava na cabeça dela, ela estava gostando. Deixou que sua língua fizesse o trabalho n clitóris, enquanto os dedos voltaram a penetrar a entrada dela, movendo-se em seu fundo úmido. Ela murmurava coisas desconexas enquanto mordia os lábios e prendia os cabelos de Harry entre seus dedos.
Entre gemidos, Harry a ouviu pedir para que não parasse, e o fez, chupando-a  e a penetrando até que ela soltasse um gemido mais alto e longo, derramando-se na boca dele.
Harry não podia mais esperar, queria ter ela como há tempos não fazia. Deixou que ela terminasse de gozar, subindo sua boca pela barriga dela, passando pelos seios até a boca vermelha dela. Beijou-a, sentindo as mãos fracas dela abaixaram sua cueca, que naturalmente caiu em seus pés, sendo jogada em qualquer canto. As pequenas mãos o masturbaram, e a própria (S-N) ajeitou a glande em sua entrada.
Harry ficou parado, penetrando somente a glande, e tirando devagar, diversas vezes. Observando o rosto dela se contorcer. (S-N), no entanto, observada cada pequeno detalhe dele. Seus olhos claros, sua pintinha ao lado da boca. Deu uma atenção especial à como o corpo dele se movimentava em cima do dela. Passou suas mãos pelo peitoral dele, braços, pernas e bumbum. Subiu pelas costas, enquanto seus olhos ainda estavam encantados demais com a boca dele. Só percebeu que ele sorria, quando as covinhas lhe chamaram a atenção.
- Eu te amo. – Sussurrou Harry, antes de penetra-la por completo, com certa força. (S-N) soltou um gemido alto, sentindo todo o corpo entrar em um estado de relaxamento, enquanto sua alma matava a saudade que sentia.
Harry ficou parado, com o rosto afundado no pescoço dela. Precisava se acalmar ou era capaz de ter seu orgasmo com somente uma estocada. Há tempos se esquecera de como era delicioso estar dentro dela. De como ela o apertava e o aquecia. Respirou fundo, começando aos poucos se movimentar em cima dela, que já não mais controlava seus gemidos.
Ele se apoiou em seus braços, aumentando gradativamente sua velocidade e pressão em cima dela. (S-N) abriu bem as pernas, abrigando Harry completamente dentro de si. Suas mãos se passaram pela nuca e cabelo dele, enquanto o contato visual entre os dois se mantinha intacto.
O único barulho que se fazia agora era o das intimidades se chocando, que excitava ainda mais os dois. A expressão de prazer de (S-N) fazia Harry querer acabar com tudo logo. Mas não podia. Tinha que faze-la aproveitar o momento.
Ficou de joelhos na cama, erguendo uma das pernas de (S-N) e a penetrando com mais força, conseguindo atingir o seu fundo. Assistindo-a se deliciar enquanto ele próprio se aproveitava. O movimento foi ficando mais lento, até que parasse completamente e (S-N) ficasse por cima, encaixando Harry dentro de si novamente. Apoiou-se no peito dele, começando aos poucos a descer e subir em seu membro, sentindo-o pulsante dentro dela Mordeu o lábio com força controlando um gemido mais alto, sentindo que a posição permitia que o membro de Harry tocasse de forma diferente seus pontos de prazer.  Ele segurou as mãos dela, entrelaçando os dedos, em um gesto de amor, em meio àquela paixão que ardia.
(S-N) havia começado a se contorcer, sem conseguir subir e descer mais, deixando que Harry fizesse o trabalho mais facilidade, segurando em sua cintura e lhe estocando com força. Ela não mais repreendia seus gemidos, que ficavam cada vez mais altos, conforme Harry era capaz de lhe acertar o ponto G.
Sussurrou algumas coisas incompreensíveis, antes de se derramar completamente em cima dele, sentindo o seu corpo estremecer e bambear algumas vezes. Fora o orgasmo mais intenso que tivera em sua vida. Harry no entanto, ainda não havia chego, portanto continuou com o mesmo ritmo, sem se preocupar muito com a sensibilidade dela.
Antes que chegasse em seu orgasmo, Harry pode sentir o líquido que escorria da intimidade de (S-N) tocar sua virilha, sabendo que ela havia gozado mais do que realmente queria. Permitiu-se então, se desfazer dentro dela, deixando que seu líquido escorresse todo para dentro da intimidade de (S-N), que caiu deitada em seu peito.
Os gemidos roucos de Harry ainda ecoavam a mente de (S-N) quando ele a puxou para se deitar ao seu lado. Com o pouco de força que tinha cobriu-os com o lençol branco, deitando-se de lado para observar ela, que tinha os olhos fechados. Ele passou a mão pela cintura dela, a abraçando e beijando seu rosto. Aos poucos (S-N) abriu os olhos, virando o rosto para encara-lo.
Observou novamente os detalhes de Harry, só então pensando no quanto gostava das ruguinhas em seus olhos.
- Eu te amo. – Sussurrou ela, passando o dedo pelo lábio dele, que sorria abertamente, fazendo um carinho gostoso em sua barriga.
- Eu também te amo.
Harry deu um pequeno selinho nela, beijando todo o seu rosto.
- Está tudo bem? – Ele perguntou olhando-a.
- Estou ótima. – Sorriu, dando mais um selinho nele. Respiravam com dificuldade, mas não deixavam de se tocar por um momento se quer. – Você está ficando velho. – Ela comentou, passando o dedo pelas ruguinhas dele, que riu.
- Está dizendo que eu não tenho mais a energia de antes? – Arqueou uma sobrancelha, fazendo-a rir alto.
- Estou dizendo que você está muito melhor do que o garoto que eu conheci. – Sussurrou antes de grudar seus lábios.


Uma semana se passou desde que voltaram para Nova Iorque, as garotas estavam animadas pois ao fim das férias iriam finalmente voltar para a escola, não sabiam, no entanto, que Harry e (S-N) estavam oficialmente juntos, planejando voltarem para Londres, onde (S-N) poderia abrir seu consultório de psicologia, e ele não precisasse ficar viajando o tempo todo para ver suas filhas.
Trace já havia ido dormir pois estudara até tarde, Harry e (S-N) levaram as gêmeas para o quarto. Não sabiam elas, mas percebiam que os dois estavam ansiosos e nervosos.
Os quatro se sentaram ao chão, Harry com Darcy no colo e (S-N) com Crystal.
- Tem algo, que a mamãe e o tio tem que dizer pra vocês... – As duas prestavam demasiada atenção na mãe. – Lembra quando vocês perguntaram sobre o papai? – Elas assentiram chateadas. – Ele estava viajando...
- Ele nunca vem. – Reclamou Darcy, se encolhendo no colo de Harry, que sentiu seu coração acelerar.
- Na verdade... Ele estava aqui o tempo todo... – (S-N) travou ao ver a atenção das duas em suas palavras. Olhou para Harry como se pedisse ajuda. Estava prestes a começar a falar quando Crystal o olhou com os olhinhos cheios de lágrima.
- É você, Reuli... Não é? – A boquinha estremecia de vontade de chorar. A atenção dos outros três foram dirigidas à ela. Como ela sabia?
- Não seja boba Crystal. – Começou Darcy, com os olhinhos também encharcados.
- Na verdade, Darcy... – Ele levantou a menina, olhando nos olhos verdes dela. – A Crystal tem razão... Eu estive aqui esse tempo todo. E eu sinto muito por ter passado tanto tempo longe. – Ele alternava o olhar entre as duas. – Mas isso não diminui nem um pouco o amor que eu sinto por vocês, muito menos a vontade que eu tenho de voltar no tempo... – Sabia que elas não entenderiam. – Mas o papai vai estar pra sempre com vocês a partir de agora.
Ele temia a reação das duas, sabendo que elas estavam chateadas. Seu medo se foi quando Darcy jogou seus bracinhos ao redor do pescoço dele, o abraçando e chorando contra a sua camisa. Harry esticou o outro braço, desafiando Crystal, que o abraçou em seguida.
(S-N) observava tudo quieta. Era a cena que sempre sonhara em ver. As garotas estavam sussurrando o quanto amavam o “papai”. Harry beijou cada uma, para em seguida chamar (S-N) para um abraço, que ela deu com vontade.
No dia seguinte, Harry fez questão de colocar a família toda na frente da webcam para mostrar as garotas, Trace e (S-N) para a mãe, o padrasto e a irmã. Anne chorava emocionada, puxando Gemma consigo, e (S-N) apenas revira os olhos, sabendo o quão emotiva as duas podiam ser.
- Bobó. – Começou Crystal, fazendo com que Darcy começasse a falar repetidamente também.


- Oi. – Harry chegou encontrando uma (S-N) nervosa, andando de um lado para o outro na cozinha enquanto Trace tentava acalma-la.
- H-Harry?... Oi. – (S-N) disse sorrindo, vendo que Trace a deixara sozinha.
- Está tudo bem? – Selou seus lábios ao dela. – Aconteceu alguma coisa?
- Não... Não, eu só acertei as coisas da mudança hoje. Disseram que tudo será levado de avião, e estaremos em Londres em menos de uma semana. – (S-N) sorriu.
- Isso é ótimo! – Beijou a testa dela. – Vou subir e tomar um banho!
- Tudo bem. – Ela sentiu o estomago revirar ao ver ele saia da cozinha e ela perdia a oportunidade. – Ai HARRY... – Gritou, vendo-o voltar imediatamente. – Aconteceu algo sim.
- O que foi? – (S-N) mordeu o lábio, tirando da gaveta um papel.
Harry leu com calma, sentindo o coração acelerar aos poucos e as mãos tremerem. Não era possível, era?
- Parabéns, papai. Vamos ter um menino.

N/A: TME realmente acabou? Eu não acredito que não vou mais ver esse Harry papai muito fofo. E as duas gêmeas da minha vida. Eu demorei semanas e mais semanas pra escrever ele, e espero não ter decepcionado. Obrigada à todo mundo que leu, e à quem me enviava músicas pra me ajudar a me inspirar! Eu espero que vocês tenham gostado. E ah, talvez a gente ainda vá ver essas gêmeas algumas vezes ;)!